sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
FALECIMENTO.
MARIA DO CARMO NUNES DA CUNHA NOVO, viúva, de 82 anos de idade, com domicílio no lugar do Romão, desta freguesia de Lanheses faleceu hoje, sexta feira dia 5 de Fevereiro, por motivo de doença.
O funeral desta nossa conterrânea está marcado para amanhã, sábado dia 6, pelas 10:00 horas, saindo o féretro em cortejo fúnebre da capela mortuária de Nossa Senhora da Esperança onde se encontra exposto em câmara ardente para a Igreja Paroquial de Lanheses, onde decorrerão as exéquias religiosas, findas as quais irá a sepultar no cemitério desta freguesia.
À família da extinta apresento as minhas condolências e da minha família.
PASSAGEM PELA FIGUEIRA DA FOZ, COM MARIA CLARA.
Na reposição de vozes e cantores de um passado não muito distante, se se compreender que tudo agora parece andar e acontecer mais depressa do que então e o tempo (dizemos) parece voar à velocidade de um jato supersónico, trago hoje a figura e a voz de Maria Clara, na interpretação de uma canção muito aplaudida com o título "Figueira da Foz". Ouvia vezes sem conta , na rádio pois a tv só chegaria mais tarde, seduzido sobretudo pelo tom de voz cristalino e romântico de Maria Clara.
O FUTEBOL DA NOSSA TERRA - Atividade para o fim de semana.
Grande obstáculo vai encontrar o União Desportiva de Lanheses (UDL) no próximo domingo dia 7, na deslocação que vai efetuar a Vitorino de Piães posicionado, nesta altura num surpreendente quarto lugar da classificação geral com 31 pontos. O Vit. de Piães é um adversário tradicionalmente complicado no seu reduto onde é apoiado de forma extremamente aguerrida pelos seus adeptos e onde muito raramente se deixa surpreender. O UDL vem de uma série vitoriosa de triunfos e de uma goleada no seu campo, depois de um desempenho muito pouco animador ao longo de toda a primeira volta, o que lhe permitiu ganhar novo folgo e algum desafogo em relação aos últimos lugares da tabela classificativa. Em futebol não pode nem deve falar-se de vitórias impossíveis e todos os resultados estão abertos até ao apito final. Que haja imparcialidade e coragem na equipa de arbitragem e alguma sorte à mistura para que os lanhesenses possam ser felizes em Vitorino de Piães (Ponte de Lima)
| 07/02 | AD Campos | - | SC Courense |
| FC Vila Franca | - | AD Chafé | |
| Vitorino de Piães | - | UD Lanheses | |
| ADC Correlhã | - | GD Moreira do Lima | |
| ARC Paçô | - | Valenciano | |
| Monção | - | Vila Fria | |
| Castelense | - | Cerveira | |
| Ponte da Barca | - | Atl. Arcos |
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
PASSEIO DE BARCO A DESCER O RIO DE PONTE DE LIMA A VIANA DO CASTELO.
Em 20 de janeiro de 2015 foi distinguido nas comemorações oficiais do Dia da Cidade como Cidadão de Mérito por serviços prestados à Comunidade.
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(Colaboração de cortesia)
O RIO LIMA E OS SEUS ENCANTOS
Somos dos que já tiveram o privilégio de descer o Rio Lima da linda vila de Ponte de Lima a Viana do Castelo, utilizando um característico barco dos pescadores da lampreia, em viagem longa e morosa (que o rio não dá para mais), preenchendo um dia de salutar contacto com a natureza.
Um dia de sublime quietude e embevecimento espiritual que as maravilhosas margem oferecem aos que têm, ou tiveram, o privilégio de o percorrer, como a nós aconteceu, só interrompido para almoçar à sombra de frondosas árvores por altura de Lanheses, onde foi saboreado o apetitoso frango na púcara, que ali mesmo foi preparado, regado com um bom tinto que o amigo José Martins Agra(1) fez questão de oferecer.
Depois, uma rápida visita ao centro cívico da freguesia de Lanheses, onde o insubstituível café teve lugar.
Retornamos, contemplando a beleza ímpar do nosso encantador rio com renovadas emoções.
Ouvimos melros e rouxinóis cantar nos salgueiros, nas moitas e nas folhagens das margens; erguemos a vista para as capelinhas votivas, imaginamos a história dos velhos solares, vivemos o idílico prazer de sublimes horas de encantamento.
Domínio de poetas, pois que o rio a eles pertence, as suas margens, as suas remansadas águas, constituíram passeio de gratas recordações.
aps.
(1) - Figura destacada da comunidade lanhesense, já falecido)
Foto: doLethes
terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
COMIDA DOS ANTIGOS CASEIROS DA QUINTA DE S. FILIPE, EM LANHESES.
Drª Ana Maria Craveiro Malheiro Pereira da Castro
Licª em História (UC)
Professora jubilada do ensino secundário com exercício docente em vários estabelecimentos de ensino, designadamente no Externato liceal e Escola EB 2,3/S, em Lanheses, onde concluiu a carreira.
Tem residência nesta freguesia na Quinta de S. Filipe a qual pertenceu ao seu pai Capitão Gaspar M. Pereira de Castro, emérita figura da freguesia de Lanheses (Viana do Castelo).
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Hoje vou falar da alimentação dos lavradores, pelo menos dos nossos criados da lavoura nos meus tempos de menina e moça. Estes eram a Luiza, viúva do António, sua filha Clara e dois irmãos, o Manuel e o Zé. O Manuel casou mais tarde com a Clara. A Luiza era Filipe duma família assim chamada porque trabalharam como jornaleiras anos e anos na nossa quinta chamada de S. Filipe.
Mas vamos à alimentação. Comia-se o que a terra dava: batatas, feijão, couves e broa feita com a farinha de milho. Havia quatro refeições: o almoço, o jintar (como diziam), a merenda e a seia. Ao almoço comiam caldo, muitas vezes de unto(1), e broa. Ao almoço num grande prato de barro donde todos comiam, batatas, couves, feijão, etc. e o presigo (2). Este ou era peixe -sardinhas, sorelos (3) (quando vinha a peixeira), bacalhau ou então carne de porco. O presigo era posto no prato de tal maneira que cada um tinha o seu quinhão. A broa era cozida de quinze em quinze dias em forno que ficava ao pé da lareira e tapado com bosta de boi. Antes de deitar o fermento faziam o "bolo" (4) de que eu tanto gostava. Os alimentos eram cozinhados em potes de ferro (5) geralmente com três pés. Como não havia frigoríficos as sardinhas eram salgadas em barricas de madeira. A carne de porco, uma era salgada e outra seca ao fumo como as chouriças. Havia sempre vinho que às vezes era de maçã. O trigo só era comido em dias de festa.
Lembro-me como a minha mãe me ralhava por eu gostar de ir comer com eles.
(1)-banha de porco, por derreter. (2)-O que se come com o pão; conduto; carne de porco. (3) Carapau ou chicharro.(4) Feito com a massa do pão, com forma redonda e pequena espessura que ia ao forno antes da broa. (5) Ferro forjado. (v.g. Dicionário Porto Editora).
Licª em História (UC)
Professora jubilada do ensino secundário com exercício docente em vários estabelecimentos de ensino, designadamente no Externato liceal e Escola EB 2,3/S, em Lanheses, onde concluiu a carreira.
Tem residência nesta freguesia na Quinta de S. Filipe a qual pertenceu ao seu pai Capitão Gaspar M. Pereira de Castro, emérita figura da freguesia de Lanheses (Viana do Castelo).
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Hoje vou falar da alimentação dos lavradores, pelo menos dos nossos criados da lavoura nos meus tempos de menina e moça. Estes eram a Luiza, viúva do António, sua filha Clara e dois irmãos, o Manuel e o Zé. O Manuel casou mais tarde com a Clara. A Luiza era Filipe duma família assim chamada porque trabalharam como jornaleiras anos e anos na nossa quinta chamada de S. Filipe.
Mas vamos à alimentação. Comia-se o que a terra dava: batatas, feijão, couves e broa feita com a farinha de milho. Havia quatro refeições: o almoço, o jintar (como diziam), a merenda e a seia. Ao almoço comiam caldo, muitas vezes de unto(1), e broa. Ao almoço num grande prato de barro donde todos comiam, batatas, couves, feijão, etc. e o presigo (2). Este ou era peixe -sardinhas, sorelos (3) (quando vinha a peixeira), bacalhau ou então carne de porco. O presigo era posto no prato de tal maneira que cada um tinha o seu quinhão. A broa era cozida de quinze em quinze dias em forno que ficava ao pé da lareira e tapado com bosta de boi. Antes de deitar o fermento faziam o "bolo" (4) de que eu tanto gostava. Os alimentos eram cozinhados em potes de ferro (5) geralmente com três pés. Como não havia frigoríficos as sardinhas eram salgadas em barricas de madeira. A carne de porco, uma era salgada e outra seca ao fumo como as chouriças. Havia sempre vinho que às vezes era de maçã. O trigo só era comido em dias de festa.
Lembro-me como a minha mãe me ralhava por eu gostar de ir comer com eles.
(1)-banha de porco, por derreter. (2)-O que se come com o pão; conduto; carne de porco. (3) Carapau ou chicharro.(4) Feito com a massa do pão, com forma redonda e pequena espessura que ia ao forno antes da broa. (5) Ferro forjado. (v.g. Dicionário Porto Editora).
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
HISTORIADOR VIANENSE MANUEL MOREIRA APRESENTOU LIVRO INÉDITO SOBRE OS ANTECEDENTES MEDIEVAIS DA DIOCESE DE VIANA DO CASTELO.
Manuel Moreira, historiador e autor.
Na sala "Couto Viana", da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo decorreu, no passado sábado, dia 30 de Janeiro, pelas 11:00 horas, a apresentação de um novo trabalho em livro da autoria do historiador vianenses, MANUEL MOREIRA, que aborda os antecedentes medievais da Diocese de Viana do Castelo, numa obra inédita de grande valor e rigor científico que muito vem enriquecer o já relevante contributo dado pelo autor na recuperação e divulgação da História da cidade de Viana do Castelo e da região onde ela se insere.
Da esquerda: Rui Viana, diretor da Biblioteca Municipal, Manuel Moreira, José Maria Costa, presidente da Câmara de Viana do Castelo, Maria José Guerreiro, vereadora da cultura da mesma Câmara e Matos Reis, historiador.
O padre Manuel António Fernandes Moreira, é licenciado em letras pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, tendo exercido funções como professor efetivo de História na Escola Secundária de Lanheses até à sua aposentação exercendo, presentemente e cumulativamente, na qualidade de sacerdote residente, nas freguesias de Vila Mou (para onde foi designado pela primeira depois da ordenação, em Braga) e São Salvador da Torre, já depois da criação da Diocese de Viana do Castelo. É natural da freguesia de Nabais (Póvoa de Varzim) e irá completar no ano corrente 75 anos de idade. Adaptou-se com muita facilidade e satisfação às pessoas e à região, considerando-se vianense de coração por adoção e onde deseja terminar os seus dias. Leva já cerca de uma dúzia de livros publicados que abordam temas relacionados com figuras ligadas à História da cidade e aos costumes da região que tão bem conhece e, o seu contributo nesta especialidade em trabalhos conjuntos com colegas e autoria de artigos daquela área somam cerca de uma centena.
António Pais Matos Reis
A nova obra do padre Moreira, como informalmente é conhecido entre os muitos amigos que soube granjear e lhe dedicam muita estima e consideração, foi apresentada pelo colega e amigo do seminário em Braga onde ambos se formaram, padre António Pais de Matos Reis, também figura destacada das letras e historiador de mérito reconhecido com atividade relevante na cidade e no distrito de Viana do Castelo. O dr. Matos Reis, desenvolveu um estudo minucioso e crítico da obra com o título "Antecedentes Medievais da Diocese de Viana do Castelo", formatada em cinco capítulos distintos tratando sequencialmente da "Presença dos Bispos de Tui em Entre-Minho-E-Lima (1605-1395), Das Igrejas Próprias às Paróquias Gregorianas Entre Minho-E-Lima, Os Mosteiros Da Ribeira Lima Acção Cultural e Pastoral, O Senhorialismo Eclesiástico Em Entre-Minho-E Lima (Sécs. XII-XIV) e, O Romântico Sagrado no Alto-Minho, valorizando a importância e a qualidade do estudo feito por Manuel Moreira e o contributo que ele representa para o acervo Histórico da cidade e do Minho.
José Maria Costa e Maria José Guerreiro.
A sessão contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, José Maria Costa e da vereadora da cultura da mesma Câmara, Maria José Guerreiro, os quais, nas intervenções que fizeram tiveram palavras de muito apreço para o autor e para a obra apresentada, tendo reiterado a vontade da edilidade em apoiar e estimular estudos que contribuam para a divulgação do valioso património cultural e histórico da região vianense, sublinhando o contributo que a autarquia vem dando para a consecução daqueles objetivos.
A concluir a apresentação, Manuel Moreira, teve palavras de agradecimento para todos os que o ajudaram na recolha de elementos coligidos ao longo de uma década que levou a concluir o livro, fazendo referência às muitas dificuldades encontradas para identificar o material disponível e os locais certos onde ele permanece arquivado, aludindo à atual escassez de historiadores desta área de investigação atualmente reduzida a Matos Reis, Antunes Abreu (presente na sala) a ele próprio e poucos mais. Mais acrescentou que o livro agora apresentado ficaria como o último laborioso trabalho que esperava ter feito dada a exigência do esforço de descodificação e exiguidade dos dados a estudar e a compilar tendo, a concluir, agradecido o apoio recebido da Câmara Municipal sem o qual a edição do livro não teria sido possível pelos elevados encargos que ela comportou (cerca de cinco mil euros). O autor disponibilizou-se, a seguir, para autografar exemplares da obra apresentada.
Sala Couto Viana com algumas personalidades do meio cultural vianense.
Fotos: doLETHES
Texto: Remígio Costa
PILOTO DE LANHESES ADEMAR PEREIRA NA GALA DOS CAMPEÕES.
ADEMAR PEREIRA REPETE PÓDIO NO NACIONAL DE RALICROSS
O piloto de Viana do Castelo Ademar Pereira marcou ontem
presença na Gala dos Campeões. O evento, realizado no Parque de Exposições de
Braga, contou com a presença de dezenas de pilotos das mais diversas
modalidades, tendo cada um recebido das mãos da FPAK o troféu referente aos
resultados conquistados na época passada. Ademar Pereira foi um dos pilotos
distinguidos com a conquista do terceiro lugar final no Campeonato Nacional de
Ralicross - Divisão Super Nacional.
Para o piloto da Recirosa Competições, "este prémio serve como recompensa após um ano de intensa
competição e onde os contratempos nos foram dificultando a vida. Acabamos por
repetir o resultado conseguido em 2014, mas este terceiro lugar tem um sabor
especial já que do ponto de vista competitivo, o ano de 2015 mostrou-se
bastante emocionante, com a luta a durar até à ultima corrida."
Para o futuro, Ademar Pereira mostra-se ainda indeciso: "estamos ainda a estudar como será a
temporada deste ano para nós e temos vários cenários em cima da mesa, mas para
já ainda não definimos o que iremos fazer. Neste momento apenas podemos
agradecer a todos os nossos patrocinadores e a todos os que nos apoiam,
esperando em breve apresentar novidades."
Entretanto, a Recirosa Competições vai marcar presença já
nos dias 6 e 7 de Fevereiro no CAM Rali Festival através de um desafio lançado
ao piloto Cláudio Ornelas, que irá tripular o Renault Clio Williams da formação
vianense.
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