Alguns já lá estiveram quando o toque dos sinos ainda se fazia manualmente, mas, a esmagadora maioria dos lanhesenses numa teve oportunidade de subir ao alto da torre sineira da nossa Igreja Paroquial e, dali, avistar uma paisagem que abrange uma larga extensão do vale do Lima e as serranias que o limitam e tomar consciência da real amplitude da nossa freguesia e da rosa dos ventos dos respectivos limites.
Há muitos anos já que não subia a apertada escada granítica em caracol até ao pátio onde estão os três sinos, a norte o maior e a sul e poente os mais pequenos, e via o mecanismo do velho relógio com as duas pesadas peças cilíndricas de granito suspensas por resistentes cabos de aço que o faziam mover, e se elevavam à manivela quando a "corda" se desprendia do sarilho e atingia o ponto mais baixo. Hoje, o mecanismo que durante tantos anos pautou a gestão do tempo dos lanhesenses e de algumas das freguesias vizinhas, de dia como de noite porque então não havia relógios digitais e a ninguém incomodava o som das badaladas pelas sombras onde só o piar das corujas quebrava o silêncio..., se a alma que possui encarnasse dir-se-ia estar com artrose irreversível,porque, mesmo sendo feito de aço antigo não é imune à ferrugem que o há-de destruir.
Vou inserir as fotografias que colhi no alto da torre sem quaisquer comentários com o objectivo de proporcionar aos que já tiveram alguma vez oportunidade de, dali, terem desfrutado de uma visão panorâmica de Lanheses invulgar possam recordá-la, hoje, através das imagens; aos que, ainda jovens ou por falta de oportunidade nunca lograram subir ao ponto mais alto da sua terra (ou dos seus ascendentes) poderem fazer uma ideia mais próxima da que possam ter sobre esta bela terra e do verdadeiro éden onde está implantada.
Então, acompanhem-me.
(1) v.g. Prof. Gabriel Gonçalves.
Tens razao, quando eu fui mordomo da cruz,ja la vao 16 cheguei a ir umas duas ou tres vezes a torre. E e de facto uma paijagem deslonbrante.
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