ESPORÕES
O primeiro e maior esporão a montante já se encontra meio coberto de terra arável. Entre as pedras, as estacas de salgueiro que se espera venham a criar raízes.
Pelo que se pode constar nas obras em vias de conclusão que estão a decorrer margem do rio Lima, em Lanheses, Viana do Castelo, o êxito do princípio que está na base da experimentação em curso depende muito do comportamento da Natureza. Isto, porque se espera que as estacas de pau de salgueiro introduzidas nos espaços criados entre as pedras colocadas a esmo para formar os esporões, e que estão a ser tapadas com terra, possam vir a ganhar raízes que permitirão conter a erosão das margens arenosas. Como se depreende, as árvores e a vegetação rasteira que cobrirá estes diques artificiais irão ocultar a intervenção efetuada e o local terá uma paisagem o mais próxima possível do natural. Daí que só ao fim de alguns anos, quando a vegetação crescer regular e abundantemente junto à margem, se poderá afirmar se o projeto foi ou não bem sucedido e merece ser adotado em rios com as características do Lima.
Vista do esporão maior
As estacas bem visíveis
Estando ainda em fase de ultimação de pormenores, o local parece estar a atrair mais pessoas movidos quiçá pela novidade da alterações já acabadas ou em vias de o ser, embora muitos dos que ali vão o façam regularmente pela atividade quase diária que os liga ao rio, especialmente nesta época sazonal de pesca da lampreia. Porém, já ali vi esta semana um barco de recreio a evoluir nas águas do rio e, ao fim de algum tempo, um 4X4 na rampa de acesso para o atrelar.
OUTROS LOCAIS NA MARGEM
SARDÕES
Ah!. Também já há alguns dos que ali se deslocam que estimulados pelas fotografias que se publicam aqui no doLethes, fazem
questão de espreitar para as tocas dos sardões. É claro que só terão
oportunidade de os surpreender a alguma distância, pois que, à
aproximação do pedípede indiscreto se recolhem estrategicamente para
dentro da toca. Para os ver de perto, fico dentro do automóvel pois não
se assustam com viaturas. Conduzindo pela esquerda em marcha muito lenta
ou mesmo parado, fico a menos de um metro e, sem fazer gestos rápidos
saco as fotografias que quiser.
Assim:
CADA UM EM SEU BURACO.
TODOS DIFERENTES, TODOS IGUAIS.
Só lhe faltam as riscas brancas horizontais...
Este, é genuinamente verde...
FOTOS: dOLETHES
Remígio Costa
domingo, 22 de março de 2015
JOSÉ LUÍS CARVALHIDO DA PONTE, UM POETA VIANENSE QUE PORTUGAL VAI CONHECER.
Mestre José Luís Carvalhido da Ponte, ilustre vianense e autor do livro apresentado.
Dois livros de Luís da Ponte
Coincidindo com o início da primavera e com o dia votado à celebração da poesia, o vianense José Luís Carvalhido da Ponte promoveu esta manhã, dia 21 de Março de 2015, o lançamento de um novo livro de poesia lírica a que deu o título de "Versos", nascido na sequência de outras obras em prosa ou verso já anteriormente publicadas.
O presidente da Fundação da Caixa Agrícola de Viana do Castelo, engº José Novais
A Mesa
A apresentação pública da nova obra de poemas de José Luís Carvalhido da Ponte decorreu no amplo auditório da Fundação Caixa Agrícola do Noroeste de Viana do Castelo do belo edifício recentemente construído na Praça António Feio Ribeiro da Silva, tendo obtido um êxito que terá excedido as expetativas do próprio autor. Com efeito a ampla sala, logo no início da sessão, ficou totalmente preenchida pelo que foi necessário recorrer a solução de emergência para alojar pessoas que se mantinham nos corredores de acesso.
Vista parcial dos presentes.
´ Participaram na sessão dois conjuntos musicais que interpretaram temas clássicos, a cargo do OPUS TRIO com uma peça de Beethoven e o LATITUDE, constituído por jovens estudantes das Escolas Secundárias locais o qual brindou a assistência com temas cantados em inglês e português por vozes femininas, tendo ambos sido muito aplaudidos e elogiados.
OPUS TRIO
LATITUDE
A apresentação do autor esteve a cargo do doutor Alberto Antunes de Abreu, colega e companheiro de longa data de Carvalhido da Ponte, o qual deu início às intervenções com um laborioso e profundo estudo acerca da obra ora divulgada, sem esquecer o contributo social e a carreira docente do Mestre José Luís, a qual, na convivência de muitos anos que ambos mantiveram foi, em variadas ocasiões e em diferentes associações e entidades, feita em colaboração estreita e deverá continuar. Anote-se que, embora Antunes de Abreu não tenha nascido vianense como Carvalhido da Ponte, natural da Meadela, ambos residem há anos neste freguesia, agora integrada na cidade, tendo estado incluídos e trabalhado em conjunto em projetos relacionados com a comunidade a que pertencem.
Alberto Abreu, colega e amigo de Luís da Ponte, lendo o panegírico que criou para homenagear do autor.
Por iniciativa do autor passou-se à leitura de poemas retirados do novo livro "Versos" de que se encarregaram diseurs convidados previamente, maioritariamente colegas docentes do poeta, com Primavera Silva a dar o mote com verdadeiro sentimento de deleite e muita convicção, que Alzira, Adelaide Graça, Ana Fontes, Arlete, uma senhora cujo nome me escapou e que terá sido professora do poeta que encantou no seu modo lindo de dizer poesia, Flora Silve e, por último, José Luís Carvalhido da Ponte, com dois lindíssimos poemas um dos quais não posso deixar de divulgar, a seguir, reafirmaram e corroboraram:
DISEURS
Primavera
Alzira
Ana Fontes
Adelaide Graça
Arlete
Professora de Luís Carvalhido
Flora Silva
José Maria Costa
Rui Caridade, autor da capa
Carvalhido da Ponte
obrigado, pai
e de repente
nesta madrugada
apanhaste-nos distraídos, pai,
e partiste sem nos dizeres nada
já não voam passarinhos
nas paredes do teu quarto
nem brincam marotos anjinhos
partiste
calma e sossegadamente
como calma fora a tua vida
dura e brava
às vezes mesmo escrava
mas calma
entre o bulício da tua gente
partiste
e fiquei tão órfão
de infância
e do teu colo
e da fragrância
das tuas estórias
de um Portugal ansião!
partiste
e levaste o Zé Rancheiro
e o Reguengo mais o tio António
e nós ficamos imersos
nas memórias sem fim
do teu saxofone primeiro
e logo-logo do teu bandolim
e mais tarde dos teus versos
partiste
e comigo ficaram
no fundinho da saudade
as motas os andarilhos
e os carrinhos de madeira
que quiseste construir
para a brincadeira
dos teus filhos
partiste
e agora pai?
e agora
que em todos nós cresceu
mais que a tristeza a saudade?
agora só me resta
um imenso obrigado
porque me ensinaste Deus
e a família e a lealdade
e me levaste à festa
para ver as bandas tocar
e me mostraste que a vida
não é canseira antes um dom
que é preciso cultivar
com inquebrável retidão
e agora?
agora obrigado
foste um pai!
Meadela,
28/11/14
A última intervenção coube ao presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, José Maria Costa que prescindiu das palavras e de tempo (a sua área, como confessou, não é a das letras mas das ciências), para, logo a seguir, José Luís Carvalhido da Ponte, convidar para um "porto de honra" (na realidade um "verde de") todos os presentes, sem contudo abdicar da sua veia humorístico-satírica que o caracteriza e sempre usa a propósito, manifestar alguma preocupação quanto ao número dos presentes que inicialmente tínha previsto para cerca de cinquenta, aumentado para oitenta num cálculo mais otimista depois, mas, que o presidente da Fundação engenheiro Gomes Novais elevou para CENTO E CINQUENTA (!) de participantes, com ar descontraído de quem tem a estratégia apropriada para controlar a situação.
A minha satisfação em relação a tudo quanto tinha presenciado estava no auge. Satisfeito, retirei-me.
FIGURAS DA CULTURA VIANENSE
Alunos de Carvalhido da Ponte na Academia Sénior, do IPVC: da esq. Coronel Sardinha e o casal Fátima e Xavier Gonçalves.
Alunas da Academia Sénior, do IPVC
Flora Silva e Orlando Barros,escritor vianense.
Ao centro: Calvet de Magalhães
Fotos: doLETHES
Remígio Costa
sexta-feira, 20 de março de 2015
SARDÕES "PAPÕES".
O sardão é um animal pacífico e não ter por hábito entrar em conflito com os humanos. Foge para o interior da toca onde se esconde quando pressente estar próximo um humano, mas mantém-se impassível perante a aproximação de um veículo motorizado.
A sua dieta é feita à base de insetos, escaravelhos e pequenos ratos ou rãs, sendo que também tem tendência para atacar ninhos com ovos ou aves na criação. Não há seres perfeitos...
Iberna por longo período e só se vê à superfície nos primórdios da primavera, para procriar, e nos meses seguintes do verão. Vive em tocas escavadas no chão, mas, preferencialmente, ocupa os buracos nas paredes e terrenos arenosos, passando longos períodos expostos ao sol sobre as pedras quentes, não para se tornarem bronzeados (o que eles poupam em cremes e bronzeadores...) mas porque, sendo de sangue frio, têm necessidade de absorver calor para que ele melhor circule pelo corpo.
Já sabem que nas "Moitas" o sardão tem um habitat equiparado a um condomínio de luxo dos humanos: uma extensão em muro de pedra desalinhada virado ao sol, com mais buracos que um campo de golfe de um luxuoso risort. É muito fácil nesta altura avistá-los. Como não incomodam, deixem-nos a eles também em paz. E quem se meter com lagartos, já sabe que terá à perna o Bruno de Carvalho...
Boa lagartada, porque lampreias, "'stáq'eto".
CEGONHAS BRANCAS CONTORNAM DESPEJO FORÇADO.
No momento em que estava a fotografar o ninho chegou o que me pareceu ser o macho.
Desalojadas do poste onde se tinham instalado para construir o ninho onde procriaram no ano anterior junto à E.T.A.R, na veiga de Cima, perto da ponte de Fontão, o casal de cegonhas brancas está a construir novo ninho, agora num poste junto à entrada daquela estação de saneamento básico, mais perto da estrada entre Viana do Castelo e Ponte de Lima.
À chegada do companheiro, a fêmea recebe-o com ruído batendo o bico e sacudindo as penas.
As aves mantêm-se fiéis ao habitat que haviam escolhido e, ao fim de várias tentativas para encontrarem outro local para se realojar acabaram por optar pelo mais próximo daquele donde tinham sido expulsas.
Ficamos a aguardar se vão ser, ou não, de novo impedidas de morar onde desejam.
Tudo aponta para que as cegonhas tivessem primeiro experimentado o "rés-do-chão", mas, acabaram por subir mais um pouco e acabaram por instalar-se no cimo do poste.
Fotos doLETHES
Remígio Costa
quinta-feira, 19 de março de 2015
FELIZ DIA DO PAI
Nasceu-te um Filho
Nasceu-te um filho.
Não conhecerás,
jamais, a extrema solidão da vida.
Se a não chegaste a conhecer, se a vida
ta não mostrou - já não conhecerás
a dor terrível de a saber escondida
até no puro amor. E esquecerás,
se alguma vez adivinhaste a paz
traiçoeira de estar só, a pressentida,
leve e distante imagem que ilumina
uma paisagem mais distante ainda.
Já nenhum astro te será fatal.
E quando a Sorte julgue que domina,
ou mesmo a Morte, se a alegria finda
- ri-te de ambas, que um filho é imortal.
Jorge de Sena, in 'Visão Perpétua'
jamais, a extrema solidão da vida.
Se a não chegaste a conhecer, se a vida
ta não mostrou - já não conhecerás
a dor terrível de a saber escondida
até no puro amor. E esquecerás,
se alguma vez adivinhaste a paz
traiçoeira de estar só, a pressentida,
leve e distante imagem que ilumina
uma paisagem mais distante ainda.
Já nenhum astro te será fatal.
E quando a Sorte julgue que domina,
ou mesmo a Morte, se a alegria finda
- ri-te de ambas, que um filho é imortal.
Jorge de Sena, in 'Visão Perpétua'
(Grato a M.C. pela sugestão tão oportuna e gratificante)
Subscrever:
Mensagens (Atom)
A VILA HISTÓRICA DESPERTOU
(Foto retirada do Facebook) A VILA HISTÓRIA DESPERTOU NO dia um de agosto Do ano a decorrer, De manhã com sol a gosto Muito irá a...
-
RAMALHINHO - Letra do reportório de dança do Rancho Folclórico da Casa do Povo de Lanheses, Viana do Castelo: Eu cortei o ra...
-
Local do embate das duas viaturas Cerca da 16:30h de hoje,sexta-feira dia 11 de ju...


