A última feira quinzenal em Lanheses que decorreu no sábado dia 23, foi, como era previsível, o ambiente escolhido por alguns partidos concorrentes às eleições autárquicas de 1 de outubro próximo, para o arranque das habituais "arruadas" de propaganda direta ou de "boca-à-boca", e de distribuição de brindes e folhetos com fotografias dos elementos que formam as listas a sufrágio e os órgãos a que se candidatam. Dos informails constavam, ainda, o rol das intenções a cumprir nos quatro ano do consulado e a determinação em fazer mais e melhor para o bem bem todos.
Dois dos partidos com candidaturas comuns à Câmara de Viana do Castelo e à freguesia de Lanheses, PPD/PSD e CDS/PPM/ e Movimento Independente em Lanheses, fizeram em conjunto a arruada no decorrer da feira e no Largo Capitão Gaspar de Castro. Mais tarde, o PPD/PSD e a lista MIL estenderam a ação porta a porta.
Nem o BE (Bloco de Esquerda) nem a CDU fizeram campanha direta de que o doLethes tenha tido conhecimento.
Da campanha referida colhi algumas imagens quer no local da feira, quer no centro cívico, as quais divulgo segundo um critério de representatividade e enquadramento. Para melhor elucidação selecionei e incluo fac-simile de excertos de textos constantes dos folhetos.
Concluo este post com imagens de cartazes da publicidade estática exposta no Largo Capitão Gaspar de Castro.
A ordem de lançamento das imagens segue o do momento do meu contato com os grupos em campanha.
CDS/PPM/MIL -
PPD/PSD -
PS .-
SEM ARRUADA - PROPAGANDA ESTÁTICA OU DISTRIBUÍDA AVULSA.
BE (Bloco de Esquerda)
CDU - (Coligação Democrática Unitária) -
MAIS PROPAGANDA AVULSA EXPOSTA NO LARGO CAPITÃO GASPAR DE CASTRO.
Fotos: doLethes
Remígio Costa
domingo, 24 de setembro de 2017
FALECIMENTO
JOÃO LUÍS PORTELA LIMA, casado, de 50 anos de idade, com domicílio no Lugar da Corredoura, desta freguesia faleceu hoje, domingo dia 24 de setembro, vítima de acidente de trabalho ocorrido há cerca de um mês. Estava presentemente em regime de internamento hospitalar.
O funeral do nosso conterrâneo realizar-se-á amanhã, segunda feira, dia 25 de setembro, pelas 18.00 horas, a partir da capela mortuária de Nossa Senhora da Esperança donde o féretro sairá em cortejo fúnebre até à Igreja paroquial, onde decorrerão as exéquias fúnebres, findas as quais irá a sepultar no cemitério desta freguesia.
As minhas condolências à família pelo infausto e trágico desenlace desenlace.
sábado, 23 de setembro de 2017
O FUTEBOL DA NOSSA TERRA - Campeonato distrital da 1ª divisão da AFViana do Castelo, 2017/2018

NOTA: A AF VIANA DO CASTELO TORNOU PÚBLICO QUE O UD RAIANOS PEDIU A ANULAÇÃO DA INSCRIÇÃO NA CATEGORIA "C" - INICIADOS", PELO QUE NÃO SE REALIZARÁ, AMANHÃ DIA 24 DE SETEMBRO, PELAS 10 HORAS, NO ESTÁDIO 15 DE AGOSTO, O JOGO INDICADO DA CATEGORIA INCLUÍDO NO CARTAZ.
3ª JORNADA
| Data | Hora | Visitado | Visitante | ||
| 24-09-2017 | 15:00 | Vitorino Piães | - | Ponte da Barca | |
| 24-09-2017 | 15:00 | Cerveira | - | Correlhã | |
| 24-09-2017 | 15:00 | Valenciano | - | Távora | |
| 24-09-2017 | 15:00 | Courense | - | Chafé | |
| 24-09-2017 | 15:00 | Neves | - | UD Lanheses | |
| 24-09-2017 | 15:00 | Monção | - | FC Vila Franca | |
| 24-09-2017 | 15:00 | Limianos | - | Vianense | |
| 24-09-2017 | 15:00 | Moreira Lima | - | AD Campos |
COMENTÁRIO.
A 3ª jornada comporta jogos de muito interesse e poderá vir a ser esclarecedora quanto ao real valor de algumas das equipas.
Nas Neves, na freguesia de Vila de Punhe, o UD de Lanheses vai bater-se num clássico do futebol regional, com tradições bastante longínquas. Jogar no Campo Alferes Malheiro nunca foi fácil para os lanhesenses nem o será ainda agora porque o Neves é um conjunto experiente, calejado em jogos exigentes como são em grande número os do campeonato nacional por onde tem andados nos últimos anos. Na última época o UDL perdeu nas Neves e venceu em casa o que poderá confirmar o equilíbrio que se verificará no confronto de amanhã, mas só um Lanheses lutador, guerreiro, atrevido e assertivo poderá aspirar a ganhar pontos ao seu velho conhecido e rival.
A jornada traz de volta um derby regional de grande impacto entre os adeptos limarenses e vianenses. Costumam ser recorrentemente equilibrados os confrontos entre os dois rivais, com algum ascendente nos últimos anos da equipa da vila, não sendo relevante o fator casa mas as incidências do jogo e a maior motivação e aspirações de cada uma das equipas neste começo de prova. Contudo, é muito mais difícil bater "Os Limianos" na sua fortaleza do que refastelar-se um apreciador à mesa de um dos muitos restaurantes locais a "bater-se" com o famoso serrabulho ou cozido com carne certificada.
Em Piães deve ficar confirmado o atual valor do despromovido Ponte da Barca. Até agora, os barquense venceram em casa pela diferença mínima o Távora mas foram goleados na Correlhã, dando sinais de alguma fragilidade, mesmo considerando que a equipa do Santuário da Boa Morte tem vindo nos últimos anos a tornar-se uma equipa temível. O Piães raramente é desfeiteado na sua quinta e prevemos que a Barca correrá risco de naufrágio.
O Cerveira-Correlhã, deverá fornecer excelentes indicações quanto ao atual potencial dos dois conjuntos, não sendo despiciendo adiantar que uma vitória dos forasteiros não é de todo descartável.
DE REALÇAR A DISPUTA DA TAÇA "ALTO MINHO" DE VETERANOS, ENTRE O UD LANHESES E O SPORT CLUBE VIANENSE, PELAS 17:00 HORAS, NO ESTÁDIO DO LANHESES.
Boa jornada.
Remígio Costa
sexta-feira, 22 de setembro de 2017
GORDURA DOCE.
Se gordura é formosura, a batata doce que o Fernando Cunha. do Lugar da Forcada, da nossa freguesia aqui nos apresenta, possui nada menos do quatro quilos e meio de beleza! Este nutrido exemplar é especial no tamanho e na forma extravagante que adquiriu, anormalmente desproporcional a outras colhidas no mesmo local.
Pode ser mostrada, a quem quiser que o Fernando não não é sovina.
Depois de José Carvalho, do Lugar do Barreiro, nos ter revelado a pitoresca "coleção" de batatas doces com formas caprichosas como imaginados seres extraterrestres, vem agora o amigo "gaiolas" Cunha com a "pesada" doçura feita batata, parecendo saca de libras atada a cordel que ficou escondida esquecida debaixo da terra anos tantos que só de juros avolumou e o sortudo herdeiro com ela (feliz) ficou.
Afinal, a nossa terra é diferente e original. Que tal!?
CANINHAS, TESTA COM ÊXITO PIROGAS PARA CATAMARAN QUE ESTÁ A CONCLUIR.
Está em adiantado estado de conclusão o "catamaran indonésio" que o conhecido lanhesense CANINHAS, pescador de lampreias e criativo artesão tem vindo a construir por iniciativa própria desde há já alguns meses, e de que o doLethes deu conta em reportagem anterior.
Ontem à tarde, com a colaboração de dois amigos, Isidoro Cunha (Doro) e David Pereira, o voluntarioso e dinâmico artesão a quem se deve também a construção de uma réplica do barco de vela quadrangular redonda "água-arriba", procedeu no sítio da Passsagem no rio Lima a um teste de estabilidade das duas pirogas monocasco que talhou a partir de um tronco de pinheiro-do-brasil abatido por ter ficado irrecuperável por ação parasitária, tendo a trabalhosa operação decorrido com total sucesso.
Carregamento da piroga maior
O teste de estabilidade consistiu na carregamento de vinte e seis sacos de areia com cerca de vinte e cinco quilos de peso cada um na embarcação maior, a qual depois disso ficou com o bordo acima do nível da água quatro dedos de uma mão. No balanceamento a que foi submetida, a piroga manteve-se estável sem risco de virar. A pressão da massa sobre a água terá sido de cerca de uma tonelada e meia na soma da embarcação e da areia carregada.
Para o transporte das embarcações artesanais do estaleiro da sua residência na Granja até ao rio Lima, o Caninas construiu com longarinas em ferro uma atrelado especial que engatou no seu próprio jeep.
O projeto tem por finalidade replicar uma embarcação muito utilizada pelos primitivos povos indonésios e malaios, os catamaran, que a História situa quatro ou mais milénios a.C., preferida no transporte entre ilhas situadas nos mares Pacífico e Índico de pessoas e na atividade piscatória, por serem muito rápidas e seguras quase imunes à adornagem. A piroga de menor cumprimento deverá vir a ser acoplada com travessas de madeira à de maior dimensão, amovíveis, e o catamaran dotado de vela e motor fora de borda para usar quando e se necessário. A toda a estrutura, que está em adiantado estado de acabamento, irá ser aplicado antes de passar à navegabilidade, em tina especial a construir pelo hábil e determinado artesão, um banho de impermeabilização constituído por mistura de ingredientes tradicionais empregues pelos antigos barqueiros na calafetagem dos barcos.
A novel embarcação inédita nos nossos rios deverá vir a constituir atração para os visitantes e frequentadores do Parque Verde, tal como hoje se verifica com o barco água-arriba, e como este sob o comando do Mestre Caninhas, pescador de lampreias, artesão criativo, incansável e prestativo, um meio singular ao serviço do turismo, a que recorrem visitantes estrangeiros e nacionais.
Realce-se a voluntária disponibilidade do popular lanhesense em assumir individualmente tarefas com exigências de algum rigor histórico, dispêndio de muitas horas de trabalho e gastos de laboração, a expensas próprias, e a espontâneo e prestimosa colaboração de amigos próximos nas tarefas que implicam maior número de elementos para as efetivar.
A piroga com menor tamanho
Remígio Costa
quinta-feira, 21 de setembro de 2017
VIDA E OBRA DE ANTÓNIO FEIJÓ EVOCADAS EM EXPOSIÇÃO NO CENTENÁRIO DA MORTE DO POETA LIMARENSE
Está aberta até ao dia 31 de outubro próximo, na Biblioteca Municipal de Ponte de Lima, uma Exposição bibliográfica da vida e obra do poeta limarense ANTÓNIO FEIJÓ, comemorativa da passagem do centenário da sua morte (1917-2017).
Em painéis afixados nas paredes da sala do primeiro andar do edifício restaurado perto de Matriz onde está instalada a biblioteca, a que se acede por uma austera escadaria interior granítica, estão ainda vários expositores vidrados com títulos da vasta obra do poeta-diplomata, bibliografia detalhada da sua ascendência familiar, percurso universitário e episódios da vida académica e política, capas de jornais da época que lhe fazem referência, retrato e fotografia pessoais.
Trata-se de uma incursão intensamente aliciante e enriquecedora pelo trajeto de vida de um vulto apaixonado pela terra das suas origens, de que nunca se afastou inteletualmente, traduzida em poemas de inspirada beleza sentimental, amor e saudade lapidarmente demonstrados na ode a seguir transcrita.
SAUDADE
“Nasci à beira do Rio Lima,
Rio saudoso, todo cristal;
Daí a angústia que me vitima,
Daí deriva todo o meu mal.
É que nas terras que tenho visto,
Por toda a parte por onde andei,
Nunca achei nada mais imprevisto,
Terra mais linda nunca encontrei.
São águas claras sempre cantando,
Verdes colinas, alvor de areia,
Brancas ermidas, fontes chorando
Na tremulina da lua cheia…
É funda a mágoa que me exaspera,
Negra a saudade que me devora…
Anos inteiros sem primavera,
Manhãs escuras sem luz de aurora!
Ó meus amigos, quando eu morrer
Levai meu corpo despedaçado,
Para que eu possa, já sem sofrer,
Dormir na Morte mais descansado.
Olhos d’Aquela que eu estremeço,
Se de tão longe pudésseis ver-me!
Olhos divinos que eu nunca esqueço,
Morro de frio, vinde aquecer-me…”
António Feijó ( 1859 - 1917 )
Fotos: doLethes
Remígio Costa
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