sexta-feira, 27 de julho de 2012

ENCERRAMENTO DO OTL NA CASA DO POVO DE LANHESES.

      

      As actividades OTL (ocupação de tempos livres) levadas a cabo neste mês de Julho pela Casa do Povo de Lanheses, numa louvável quanto oportuna decisão da sua direcção, chegam  hoje ao fim com uma concentração das crianças no seu  pavilhão gimnodesportivo que vêm a participar, durante o dia, em variados jogos e divertimentos assistidas pelos respectivos monitores, tendo sido para o efeito ali levantados dois insufláveis.

              Aquelas actividades decorreram durante todo o mês de Julho e envolveram cerca de três dezenas de crianças com mais de três anos, as quais puderam beneficiar num período bastante alargado de actividades de desenho, jogos, informática e muitas brincadeiras em comum, aliviando a ocupação dos respectivos encarregados de educação numa boa parte do dia.









quarta-feira, 25 de julho de 2012

XXXIII FESTIVAL DE FOLCLORE DE LANHESES.


                         A Casa do Povo de Lanheses está a organizar o XXXIII Festival Internacional de folclore que decorrerá no dia 4 do próximo mês de Agosto (sábado), pelas 21:30 horas, com a participação de nove grupos incluindo o de Lanheses, quatro dos quais são estrangeiros.

                    Tal como tem acontecido de há anos a esta parte, o certame terá lugar num palco amovível levantado no amplo e nobre pátio interior do Terreiro da Casa do Paço dos Condes de Almada (TH), por deferência do actual titular D. Lourenço.





ROMARIA DA SRA. D'AGONIA, UMA FESTA COM CARTAZ.


 O cartaz da Romaria da Senhora d'Agonia de 2012, já está escolhido desde 13 do corrente mês de Julho, em resultado de concurso realizado pelo segundo ano consecutivo. O prémio de 500 € coube a Cândido Alberto Carvalho, o autor da fotografia de Ana Moreno, uma minhota da freguesia de Outeiro que dá a cara à maior Romaria de Portugal. A moça foi bem escolhida (tem rosto e porte que se identificam com a mulher minhota) e a opção pelos elementos alegóricos que completam o cartaz satisfazem as exigências das regras impostas no regulamento do concurso. Não sei se não haverá algum exagero no emprego de vermelho para uma região naturalmente muito verde e algum azul nos fatos regionais de muitas freguesias da nossa província, mas compreende-se a opção do designer. Os docinhos são mesmo uma tentação...

terça-feira, 24 de julho de 2012

OS "OPERACIONAIS" DA GRANDE FESTA.

             Moisés Baptista Rebouço, Francisco Manuel Franco da Rocha, António Faria da Rocha, Joaquim de Sousa Rocha, Manuel Esteves Soares, José Domingos Rebouço e Ricardo José da Silva (da esquerda para a direita). Ausente, Manuel Coutinho. Os "operacionais" de 2012.

              Assumir a organização de uma festa com a dimensão da do Senhor do Cruzeiro e das Necessidades, não é tarefa para "qualquer um". Quem aceita integrar uma equipa que se propõe acolher a responsabilidade de levantar um acontecimento de tamanha grandeza pratica um acto de coragem, tem preocupações de solidariedade para com a preservação dos costumes e tradições da sociedade de que faz parte e alto sentimento de bairrismo.

            A organização da componente profana deste evento que acontece anualmente ao quarto domingo do mês de Julho, é competência da Confraria do Senhor do Cruzeiro a quem  cabe encontrar (convidar) as pessoas com disponibilidade para aceitar fazer parte da Comissão de Festas, por um período de três anos. Por regra, há sempre pelo menos um dos componentes que permanece mais tempo na nova Comissão com o propósito de "instruir" os que entram para novo exercício. Por conveniência prática, deve integrar a Comissão pelo menos um membro que seja emigrante. Há, também, outros que se mantiveram por  mais tempo na equipa em cumprimento de votos assumidos.

           As primeiras diligências para a festa do ano seguinte começam no momento em que está a realizar-se a do ano presente. Decididas e distribuídas em reuniões assíduas as competências de cada membro, há que encetar a negociação de contratos com bandas de música, conjuntos musicais, charanga, empresas de pirotecnia, licenças camarárias, empresários das ornamentações e serviços sonoros, instalação de ligações eléctricas, serviços policiais, de bombeiros, acordar com empresários dos divertimentos a instalar no recinto, montar os coretos e providenciar a logística das bandas,  escolha de Mordomos e Juízes, mobilizar os lugares para apresentarem os famosos tabuleiros para leiloar, mil novos assuntos que a todo o momento surgem e têm de ser resolvidos no momento.

            Mas, o que é, de todo, indispensável e imperioso é a angariação de receitas que satisfaçam os encargos assumidos. Todas as Comissões têm por princípio não mexer nos capitais acumulados que porventura existam de gestões de anos anteriores.

            Outro aspecto dos trabalhos que têm que ser realizados e a que as pessoas, em geral, não relevam é o "desmanchar" da festa, que comporta a restituição do recinto onde ela decorreu à sua imagem normal retirando do local aquilo que antes serviu para cumprir as necessidades do funcionamento de serviços e logística indispensável e a manutenção da sua limpeza.

            Alguns contestam (ou desculpam-se?) estas manifestações populares invocando razões de gastos sem retorno que os justifique, mas, são (ainda) mais os que se empenham para que elas permaneçam na tradição da freguesia que é, afinal, a História da nossa caminhada comum. Res non verba, pois, de facto, palavras leva-as o vento e só as obras podem ser eternas.

            Os "operacionais" que merecem felicitações pelo brilho que alcançaram as Festas deste ano do Senhor do Cruzeiro e das Necessidades, ficam aqui a receber os aplausos dos que lhes estão reconhecidos pelo trabalho e dedicação que demonstraram. 


   "Operacionais" 2012, em frente à bela fachada Rocaille da Capela do Senhor do Cruzeiro e das Necessidades, tendo ao centro do Pároco residente da Paróquia de Santa Eulália de Lanheses e S. Paio de Meixedo, padre Daniel Miguel da Silva Rodrigues.

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segunda-feira, 23 de julho de 2012

ZÉ RETRATISTA, A PAIXÃO DE UM ARTISTA!

              Tinha  notado a falta da barraquinha listada a azul-e-branco do Zé Retratista no recinto das Festas do Senhor do Cruzeiro, chegando a admitir que o Zé fotógrafo, artista da fotografia "à la minuta" mais antigo do distrito de Viana do Castelo, tinha desistido ao fim de muitos anos de ali andar a "tirar o retrato" a preto e branco na sua velhíssima máquina de fole. Mas, não, no domingo de manhã, dei conta da figura longilínea do velho fotógrafo popular de Lanheses, agachado a tentar juntar, sozinho, os paus da tendinha, tendo, ali perto encostada, -oh, maravilhosa oportunidade- a sua incrível bicicleta onde se transporta e a todo o material de que carece para desempenhar a sua tarefa!

                        José Esteves, fotógrafo popular

                  Apercebendo-me das dificuldades que estava a passar para armar a estrutura, prontifiquei-me a ajudá-lo sem esperar que me dispensasse da tarefa conhecendo eu o seu feitio pouco receptivo a favores. A minha iniciativa foi de imediato seguida pelo nosso conterrâneo e meu amigo Amaro Rocha, que por ali também andava com a sua inseparável e atenta objectiva a registar os acontecimentos, bem como da sua esposa Alice, e, num ápice, ficou aberto o estúdio popular do Zé, que ali estava por amor à tradição, pois que, havia renunciado a estar na Praça da Liberdade, em Viana do Castelo, nesse dia, onde "com menos trabalho e "chatisses" obteria muito mais lucro.

              Pois é, amigo Zé: santos de ao pé da porta não fazem milagres...

Esta bicicleta tem um "conta-quilómetros" com muitos algarismos.

                              Um selim que se não é o primitivo da bicicleta é, pelo menos, o mesmo modelo do primeiro que teve.

 Pouca força em pedra dura tanto dá até que fura.


                     Amaro Rocha e as suas digitais a "dar uma mão" ao "passado".

BANDAS DE MÚSICA "ENCAIXARAM" BEM.

                Confesso que não sou um grande apaixonado pelos concertos "das afamadas bandas de música" que se exibem em todas as festas e romarias que se prezem, sem que isso possa significar menos apreço e falta de  reconhecimento do valor cultural que contêm e representam estas orquestras e o nível das suas actuações. Considero, porém, que ouvir música (especialmente "senti-la") num ambiente de arraial, com barulhos perturbadores e diálogos travados entre assistentes, crianças a furar a todo o momento por entre as pernas das pessoas, de pé horas a fio e sob o efeito de um sol abrasador, a levar a toda a hora empurrões e "olá, como estás, passas-te bem?, é sacrifício que só para assistir a um jogo do Futebol Clube do Porto seria (fui...) capaz de sofrer.

(a ordem da inserção das fotografias das bandas
não representa qualquer prioridade)

                  Banda Musical de Pevidém

                Uma vez por outra lá consigo estar perto dos coretos, ora vira para um lado, meia volta para outro, depois das palmas a aplaudir a intervenção das Bandas, alternadamente. E, há muitas coisas interessantes que acontecem à volta do povo que se coloca a jeito junto dos palanque, sendo impossível não dar conta dos "fanáticos" apreciadores destes concertos, uns "ferrinhos" que vão até onde for preciso para apreciar as suas bandas favoritas. Sabem os nomes das peças que estão a ser tocadas, às vezes conhecem os próprios maestros e alguns dos executantes e, até, os instrumentos musicais que cada um toca e o nível com que o faz. Estão perto do palco, meneiam a cabeça ou balançam o corpo em manifestação de agrado, se for o caso, e, no fim, aplaudem com gosto.

 Banda Musical de Fermentelos (Banda Velha)

                

                  Há, talvez a grande maioria, quem vá para junto dos coretos para  ensaiar o papel de grande entendedor tentando impressionar aqueles que estão próximo, falando de outros concertos onde estiveram e emitindo opinião em voz alta sobre o valor actual das Bandas que ouviram tocar. Ás vezes, penso que os conhecimentos que possuem e as suas avaliações, têm mais a ver com as músicas que ouvem na rádio ou pelos decibéis que saem dos instrumentos...

                  Festa digna desse nome tem que ter duas Bandas. Se forem "rivais" tanto melhor. O povo adora o despique entre os conjuntos, que "se peguem", que provoquem o adversário e façam subir a pressão em cada peça que executam e sujeitem a banda "inimiga" a responder à "provocação" contrária.

                 Este ano estiveram na festa em Honra do Senhor do Cruzeiro e das Necessidades, no sábado, a Banda Marcial de Fermentelos (Banda Velha) e a Sociedade Musical de Pevidém. Dois agrupamentos fortes, de cartaz, ia eu ouvindo falar. Juntei-me ao meu amigo e conterrâneo Benjamim Rocha e, ao mesmo tempo que as Bandas tocavam, eu aprendi com ele um ror de pormenores sobre estes concertos que estava longe de pensar que ele conhecesse. E, ouvindo uma a seguir à outra, chamava-me a atenção sobre as diferenças que distinguiam as bandas que escutávamos. Não é que o Beija falava das interpretações que íamos ouvindo como se fosse o Vitorino de Almeida? -Esta, é melhor do que aquela "por isto e por aquilo"; a peça que ouvimos agora, não se arriscava o maestro a dirigi-la se não estivesse confiante de que o seu colega do outro lado tivesse condições de lhe responder à altura. E, por aí fora, para, ao fim de meia dúzia de interpretações e eu já com as pernas a ceder por tanto tempo em pé, acabou por sentenciar: "encaixam" bem uma na outra!.

                 Disse tudo, o Benjamim.

               

                

FACTOS & FOTOS PARA PARTILHAR

             

              MARIA DE LOURDES  e JOAQUIM ROCHA, voltaram ao altar no último domingo, dia 22, para renovar os votos que os uniu pelo casamento há cinquenta anos atrás. A cerimónia especial decorreu durante a Eucaristia celebrada na Igreja Paroquial de Lanheses em Honra do Senhor do Cruzeiro e das Necessidades, a qual foi presidida pelo pároco residente padre Daniel da Silva Rodrigues.

             Acompanharam a cerimónia os membros da família dos "nubentes", dois filhos e três netos e genro, e, como convidados, outros parentes próximos.

             O casal viveu grande parte da sua vida comum em França, tendo-se fixado definitivamente há já alguns anos em Santo Antão, desta freguesia.

            

FEIRA QUINZENAL EM LANHESES "RESSENTIU-SE" DAS FEIRAS NOVAS EM PONTE DE LIMA

    NA FEIRA DA FEIRA    Não foi gripe nem mau tempo  Nem abandono total; Foi somente, isso eu penso, Um estrago pontual.   Hoje, a feira em...