terça-feira, 22 de maio de 2018
Sê, de Pablo Neruda.
Pablo Neruda: Sê Se não puderes ser um pinheiro, no to...
Sê
Se não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina,
Sê um arbusto no vale mas sê
O melhor arbusto à margem do regato.
Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.
Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva
E dá alegria a algum caminho.
Se não puderes ser uma estrada,
Sê apenas uma senda,
Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...
Mas sê o melhor no que quer que sejas.
Pablo NerudaSe não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina,
Sê um arbusto no vale mas sê
O melhor arbusto à margem do regato.
Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.
Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva
E dá alegria a algum caminho.
Se não puderes ser uma estrada,
Sê apenas uma senda,
Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...
Mas sê o melhor no que quer que sejas.
segunda-feira, 21 de maio de 2018
FALECIMENTO

JOSÉ SAMUEL FRANCO GONÇALVES, casado, com 76 anos de idade, com domicílio no Lugar de Taboneira em Lanheses, faleceu ontem, domingo dia 20 de maio, por motivo de doença.
O funeral deste nosso conterrâneo irá decorrer hoje, segunda feira dia 21, pelas 18 horas, saindo o corpo em cortejo fúnebre da capela mortuária de N.ª S.ª da Esperança, nesta freguesia, onde agora está exposto em câmara ardente, para a Igreja paroquial, onde decorrerão as exéquias fúnebres, findas as quais irá a sepultar no cemitério local.
Aos familiares próximos e amigos do extinto apresento em nome pessoal e da minha família as minhas condolências.
sábado, 19 de maio de 2018
ANDORES DA PROCISSÃO DA ROMARIA DE N.ª S.ª DA ENCARNAÇÃO, VILA MOU, VIANA DO CASTELO.
Nossa Senhora da Encarnação
Estão prontos e expostos na Igreja paroquial de Vila Mou, Viana do Castelo, os seis andores que amanhã, segunda feira dia 20 de maio, vão integrar a solene procissão da Romaria de N.ª S.ª da Encarnação, a grandiosa manifestação religiosa e principal motivação das festividades. O desfile ocorre num percurso entre a Igreja paroquial e o Calvário, pequeno para a dimensão do séquito figurativo e dos seus numerosos acompanhantes. Além do figurativo religioso, o desfile mostra quadros de natureza etnográfica e costumes da florescente e dinâmica freguesia que integra a União de freguesias juntamente com a Torre.
Nossa Senhora de Fátima
Santo António
Nossa Senhora das Dores
Senhor dos Passos
São Martinho (Padroeiro da freguesia de Vila Mou)
Igreja e adro
Fotos: doLethes
Remígio Costa
sexta-feira, 18 de maio de 2018
EMERGE DA RUÍNA A MEMÓRIA DA FONTE DO CRELO
FONTE D0 CRELO
Observando o trabalho feito na designada "fonte do Crelo" , situada ao fundo da vertente nordeste do lugar da Corredoura, poder-se-ia comparar a alguém a quem cortaram o cabelo mas esqueceram de fazer a barba. No seguimento da limpeza do arvoredo e regularização do terreno particular no sopé do qual ela se situa, a fonte aparece despida do arvoredo e das silvas que a tapavam deixando à vista a frente granítica em arco com a designação de "Junta da Freguesia de Lanheses" gravada em baixo relevo, onde corre um fio de água pela abertura onde esteve uma torneira, tem ao lado a descoberto ainda igual ao que era o depósito de chafurdo, no patamar acima e à esquerda a abertura destapada da mina de captação, e em baixo e à frente o que resta de um tanque de lavar roupa à mão. Tudo isto, "em grosso", o que significa que, limpo o bosque que a escondia como às orelhas e ao pescoço até aos ombros o cabelo a um hippy, restaram depois dispersos uns pelozitos na face e no buço a desmerecer da competência do barbeiro. Que pena!
Tristeza, porque a "fonte do Crelo" pela importância que teve para os habitantes do lugar até à chegada ao domicílio da água canalizada, foi o único local público de abastecimento de água potável para consumo doméstico. Todos os que não tinham poço próprio, e os que o possuíam quando no fim do estio secava, iam encher os cântaros de barro (ou barricas e pipas se tinham animais ou indústria para a consumir) cerca de trezentos metros abaixo do povoado, voltando com eles cheios à cabeça ou carro de bois, para despejar em outros maiores em casa e encher potes e panelas se não tivessem tropeçado num calhau solto ou escorregado na lama e os desfizessem em cacos. Era lá, também, que se levava o gado, bovino e ovino, principalmente, a dessedentar-se. E, lá vai uma inconfidência, "tirar duas" de um cigarrito às escondidas dos pais. Fiz isso algumas vezes.
Entendo que ao sítio é devida a atenção que outros locais similares tiveram, e estão identificados (por agora...) e relacionados no roteiro do eco-museu da freguesia de Lanheses. A História que o sítio transporta dos tempos cuja memória já não tem quem humanamente a credibilize, é todavia grande e merece evocação como património imaterial da freguesia. Relembre-se, que a frente da pedra lavrada da fonte é parte (principal) da que esteve no então denominado Largo da Feira (com ela veio também uma pedra trabalhada para a colocação dos cântaros mas levou sumiço...), a qual tinha sido inaugurada festiva e oficialmente no início dos anos trinta vindo a ser desmantelada após a edificação do fontanário cilíndrico existente no espaço norte do Largo, onde correu a água da designada fonte da Rebiqueira, esta entretanto também fechada ao abastecimento público.
Bebedouro de chafurdo
Aceita-se que a fonte em si mesma não tenha atualmente relevância como bem de consumo público, mas também a não tinham as da Rebiqueira e de Gondizalves, as quais foram restauradas e valorizadas. Estão mais visíveis.
Fonte e bebedouro de animais
Boca da mina
Conjunto
A Fonte
Chegada à Fonte do Crelo
Início da Rua da Fonte do Crelo
Fotos: doLethes
Remígio Costa
Observando o trabalho feito na designada "fonte do Crelo" , situada ao fundo da vertente nordeste do lugar da Corredoura, poder-se-ia comparar a alguém a quem cortaram o cabelo mas esqueceram de fazer a barba. No seguimento da limpeza do arvoredo e regularização do terreno particular no sopé do qual ela se situa, a fonte aparece despida do arvoredo e das silvas que a tapavam deixando à vista a frente granítica em arco com a designação de "Junta da Freguesia de Lanheses" gravada em baixo relevo, onde corre um fio de água pela abertura onde esteve uma torneira, tem ao lado a descoberto ainda igual ao que era o depósito de chafurdo, no patamar acima e à esquerda a abertura destapada da mina de captação, e em baixo e à frente o que resta de um tanque de lavar roupa à mão. Tudo isto, "em grosso", o que significa que, limpo o bosque que a escondia como às orelhas e ao pescoço até aos ombros o cabelo a um hippy, restaram depois dispersos uns pelozitos na face e no buço a desmerecer da competência do barbeiro. Que pena!
Tristeza, porque a "fonte do Crelo" pela importância que teve para os habitantes do lugar até à chegada ao domicílio da água canalizada, foi o único local público de abastecimento de água potável para consumo doméstico. Todos os que não tinham poço próprio, e os que o possuíam quando no fim do estio secava, iam encher os cântaros de barro (ou barricas e pipas se tinham animais ou indústria para a consumir) cerca de trezentos metros abaixo do povoado, voltando com eles cheios à cabeça ou carro de bois, para despejar em outros maiores em casa e encher potes e panelas se não tivessem tropeçado num calhau solto ou escorregado na lama e os desfizessem em cacos. Era lá, também, que se levava o gado, bovino e ovino, principalmente, a dessedentar-se. E, lá vai uma inconfidência, "tirar duas" de um cigarrito às escondidas dos pais. Fiz isso algumas vezes.
Entendo que ao sítio é devida a atenção que outros locais similares tiveram, e estão identificados (por agora...) e relacionados no roteiro do eco-museu da freguesia de Lanheses. A História que o sítio transporta dos tempos cuja memória já não tem quem humanamente a credibilize, é todavia grande e merece evocação como património imaterial da freguesia. Relembre-se, que a frente da pedra lavrada da fonte é parte (principal) da que esteve no então denominado Largo da Feira (com ela veio também uma pedra trabalhada para a colocação dos cântaros mas levou sumiço...), a qual tinha sido inaugurada festiva e oficialmente no início dos anos trinta vindo a ser desmantelada após a edificação do fontanário cilíndrico existente no espaço norte do Largo, onde correu a água da designada fonte da Rebiqueira, esta entretanto também fechada ao abastecimento público.
Bebedouro de chafurdo
Aceita-se que a fonte em si mesma não tenha atualmente relevância como bem de consumo público, mas também a não tinham as da Rebiqueira e de Gondizalves, as quais foram restauradas e valorizadas. Estão mais visíveis.
Fonte e bebedouro de animais
Boca da mina
Conjunto
A Fonte
Chegada à Fonte do Crelo
Início da Rua da Fonte do Crelo
Fotos: doLethes
Remígio Costa
LEVANTADO O ARCO FESTIVO DA ROMARIA DE N.ª S.ª DA ENCARNAÇÃO, EM VILA MOU (Viana do Castelo)
O "Arco Festivo" converteu-se num ícon da Romaria de Nossa Senhora da Encarnação, uma celebração religiosa anual que está a decorrer na freguesia de Vila Mou (Viana do Castelo) e se prolonga até à próxima segunda feira, dia 21, o momento mais significativo e concorrido daquela grande celebração anual. (Ver programa geral anteriormente publicado no doLethes)
O ato da preparação e levantamento do Arco Festivo decorreu na última quarta feira, perante considerável assistência formada pord habitantes da freguesia na sua maioria, mas também de forasteiros que se habituaram ao longo dos anos a acompanhar desde o começo da colocação dos enfeites na estrutura, constituídos basicamente de ramos de buxo e de flores, de que se ocupam mulheres e homens de Vila Mou durante várias horas, até ao levantamento e fixação do monumental arco no início da rampa que leva à Igreja paroquial.
Atualmente, a manobra da elevação da pesada armação está mais facilitada e segura porque é feita com recurso a uma grua móvel; antes, toda a tarefa era manual sendo necessária a força e a perícia de vários homens, e durava bastante mais tempo. Contudo, a operação gerava mais expectativa e espetacularidade pela incerteza de ser completada com sucesso.
A tradição da construção do arco na grande festa da aldeia de Vila Mou que integra a União de Freguesias com a vizinha ocidental Torre, é bastante antiga e a sua continuidade deve-se a Manuel Rodrigues da Pedreira, cidadão vilamuense perpetuado num monumento com a sua efígie perto do local onde o Arco é erguido, criador dos desenhos filigranados feitos de vergastas dúcteis de árvores e o seu principal promotor durante muitos anos.
Mais de duas centenas de pessoas assistiram às operações decorrentes da colocação do Arco Festivo à entrada da rampa a quem inspirou o nome, maioritariamente formada por famílias emigrantes que se deslocaram expressamente dos países onde estão domiciliados, muitos dos quais não perderam a oportunidade de registar o momento em fotografia e vídeo.
RC.
Fotos: doLethes
Remíio Costa
quinta-feira, 17 de maio de 2018
Curso de Herbalismo em Lanheses - 19 de Maio
de D. Lourenço d'Almada
Assunto: Curso de Herbalismo em Lanheses - 19 de Maio
Mais uma vez tenho a felicidade de vos comunicar que vamos ter mais um dia inteiro dedicado à muita aprendizagem que as plantas nos pode trazer, através do enorme conhecimento que a nossa querida Rita Roquette nos tanto proporciona.
Para quem vem de longe tenho ainda quartos livres, que podem ver aqui (www.pacodelanheses.com) e a preços excepcionais que faço sempre aos meus amigos pessoais, como é o caso, e também a quem é reencaminhado por eles, por vocês.
Um forte abraço de saudades, Lourenço
Daqui a uma semana vai acontecer o 2º Módulo do Curso de Herbalismo que será dedicado às Rosas e às Pessoas.
Para além de ficarmos a conhecer a forma que a família das Rosáceas se mostra ao mundo vamos descodificar a forma das plantas e perceber o que elas nos têm a dizer. Iremos praticar algumas técnicas de diagnóstico para percebermos que os padrões naturais e os Elementos podem ser apercebidos através dos olhos certos e das perguntas certas.
Vamos preparar tinturas e florais por isso tragam frascos pequenos para levarem convosco.
Vamos preparar tinturas e florais por isso tragam frascos pequenos para levarem convosco.
Inscrições: https://goo.gl/forms/1NqRVCY8qzVdSZPI3
Ficam também aqui as datas dos módulos que se seguem:
9 de Junho |14 de Julho | 11 de Agosto |
8 de Setembro | 13 de Outubro | 10 de Novembro
Se puderem dispersem a semente por quem achem que faz sentido.
Até lá e Bem Hajam!
Grande Abraço,
Rita
--
- Bloom Sativum -
Plantas medicinais, flora espontânea e outros assuntos da Terra.
Plantas medicinais, flora espontânea e outros assuntos da Terra.
Lourenço de Almada
Paço de Lanheses (Turismo de Habitação)
Lanheses, 4925-411 Viana do Castelo
Portugal
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Tlm.: 00351 96 534 58 02
www.pacodelanheses.com
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