quinta-feira, 11 de junho de 2020

LANHESES, MEU BERÇO, MINHA VIDA.




                  LANHESES, MEU BERÇO, MINHA VIDA.




Lanheses a tua nobreza

É dom que vem do passado;

Nobre és, por natureza

Do povo forte e ousado.



            Aldeia do Alto Minho,

            De Viana és afilhada,

            Serra d’Arga teu padrinho,

            Nossa Senhora te guarda.



No vale do rio Lima,

De montante até à foz,

As flores fazem a rima,

Os pássaros a tua voz.



            A tua vida fervente

            No afã de cada dia

            Tem no caráter latente

            A força que te anima.



Bem receber é orgulho

Do povo hospitaleiro;

Bairrista é, mais que tudo,

Lanheses, sempre primeiro!







            Lanheses dos lavradores,

            Pedreiros e carpinteiros,

            Com estudos tem doutores,

            Professores e engenheiros.



Se porventura emigrante

Por todo o mundo disperso

És evocação instante

Do filho que deste berço.



            Lanheses, nossa bandeira,

            Não há mais belo cantinho,

            Com o orgulho e chieira

            Deste lindo verde Minho.

Foto: doLethes
Remígio Costa 

sexta-feira, 5 de junho de 2020

PELOURINHO DA VILA NOVA DE LANHESES







               PELOURINHO DA VILA NOVA DE LANHESES



Por foral de Dona Maria,
Primeira na Monarquia,
Lanheses foi Vila Nova
Deixou de ser freguesia.

                Criou câmara e cadeia,
                Levantou um Pelourinho,
                Ao Largo, trouxe uma feira
                À moda do Alto-Minho.

Curta foi a duração
De Lanheses sendo vila:
Cabral na governação
Com II Rainha Maria.

               A Câmara foi arrasada,
               A cadeia destruída,
               A Vila simbolizada
               Num Pelourinho contida.

Monumento com história
E símbolo da freguesia,
De Lanheses é memória
Do passado sendo Vila.

               Porque assim foi acordado
               Em modo de liquidação,
               Está hoje confinado
               A viver em solidão.

Um dia irá regressar,
Se houver assentimento,
Para fazer do lugar
Ícone de renascimento.




               Será o povo com tino,
               Se contestar a asserção,
               Vir a ser o Pelourinho
               Um rei Dom Sebastião.



Foto: doLethes
Remígio Costa, 2020, junho.

sábado, 30 de maio de 2020

A FEIRA (RE)ABRIU E O POVO SORRIU


               

                  Cheia de vontade e de sorriso aberto, (re)abriu hoje, sábado 30 de maio, a feira quinzenal de Lanheses.

               Ainda antes do sino da Igreja da freguesia bater a primeira série de oito badaladas da hora da manhã, já à Avenida 25 de Abril chegavam as carrinhas dos feirantes e os primeiros potenciais fregueses aguardavam a exposição dos produtos que pretendiam vender.

               Desde logo foi notória a predisposição dos participantes no certame para cumprirem as determinações legais sobre os meios de proteção contra o propagação do coronavirus, apresentando-se com máscaras e procurando respeitar entre si o distanciamento recomendado. Enquanto nas bancas dos comerciantes os clientes tinham a possibilidade de proceder à desinfeção das mãos com o produto ali disponibilizado, nos dois pontos de acesso ao recinto (lado nascente ou poente) estavam a ser montados pela Junta de Freguesia, pelo próprio presidente Filipe Rocha e pelo funcionário João Araújo, dispensadores com desinfetante.


   Agradavelmente satisfeito pelo modo consciente e responsável como tudo estava a decorrer, e, principalmente, por constatar da boa saúde da velhinha feirinha de Lanheses, depois de ter feito as minhas compras tratei de obter as fotos que aqui divulgo com especial gosto.



















          
Fotos: doLethes
Remígio Costa