quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

SAFRA FRACA .

  



     A safra de lampreias deste ano parece não estar a correr muito bem aos pescadores amadores. Pelas conversas que vou travando com alguns deles e pela observação diária que faço junto ao rio, no cais das barquinhas de fundo chato no espaço a montante da ponte Edgar Cardoso, não me recordo de ver sair na ponta do bicheiro a debater-se uma lampreia fisgada. Esta manhã, antes do sol nascer, eram quatro as embarcações a circular no rio na parcela onde cada um dos pescadores tem os seus próprios ramos e pretende manter exclusividade de pesca, o quem nem sempre é respeitada e pode dar lugar a conflitos.



    Quase todos os pescadores desta parcela do rio Lima dedicam-se à pesca da lampreia por amadorismo. Fazem-no por paixão, e pelo chamamento irresistível de praticar uma atividade tão antiga quanto a memória a regista e atesta pelo achamento das pirogas monóxilas no princípio deste século, no sítio de Passagem. Naturalmente, nenhum dos pescadores de lampreia rejeita o lucro que pode obter da pesca e vende pelo melhor preço que puder. Nesta fase, cada exemplar está acima de quarente euros. Tratando-se de pessoas que ainda exercem uma profissão como modo de vida, ou, mais frequentemente, foram emigrantes e voltaram definitivamente a fixar-se na terra onde têm as suas raízes financeiramente estáveis, o rendimento que obtêm da pesca está muito aquem da exigência do trabalho a que se sujeitam. Além dos custos da embarcação, licença para o exercício da atividade, motor fora de bordo, gasolina e transportes, a pesca da lampreia obriga ao cumprimento de horários de acordo com as marés e em quaisquer condições atmosféricas, chuva e baixas temperaturas,  a manutenção quase diária das embarcações, a preparação manual de ramos para colocar no leito do rio e que têm de ser frequentemente levantados da areia que os tapa e os torna inúteis, tendo ainda que colocar o peixe no mercado, muitas vezes saturado e concorrencial em safras com abundância, a esmagar o preço ao nível como limão espremido. 

    Há, nalguns, a esperança de que em Março o peixe vai subir o rio com mais abundância. Haverá, dizem, marés vivas favoráveis à peregrinação da desova. Se assim não acontecer, adeus época frustrante, porque em Abril, mesmo que o mês tenha "r" o apetite "já foi".  E o peixe, desvaloriza. É a economia a funcionar...




























 Fotos: doLethes
Remígio Costa


   

FALECIMENTO.

       
   

     BELEZINDA DE JESUS CORREIA DA COSTA, de 85 anos de idade, com residência habitual no Lugar de Roupeiras, em Lanheses, faleceu quarta feira, dia 22 de fevereiro de morte natural.

    O funeral da nossa conterrânea irá realizar-se amanhã, quinta feira dia 23, pelas 15:30 horas, saindo o corpo em cortejo fúnebre da capela mortuária Nossa Senhora da Esperança onde está exposto para a Igreja paroquial, onde decorrerão as exéquias fúnebres, findas as quais irá a sepultar no cemitério desta freguesia.

    À família apresento as minhas condolências.



PILOTOS DO ALTO MINHO EM DESTAQUE NO RALI SERRAS DE FAFE .

´(Texto e fotos de cortesia)



BALANÇO DO RALI SERRAS DE FAFE: DUAS VITÓRIAS, UM PÓDIO E UMA DESISTÊNCIA

Foram 5 os representantes do Alto Minho no Rali Serras de Fafe 2017,  prova que marcou o arranque do Campeonato Nacional de Ralis e Taça Nacional de Ralis de Terra. Repartidos entre a prova pontuável para o Nacional e para a Taça, os participantes, todos eles oriundos de Viana do Castelo, acabaram por ter sortes distintas, embora o balanço global seja francamente positivo.



LANHESENSE PAULO LEONES “VOOU” ATÉ À VITÓRIA AO LADO DO JOVEM PEDRO ANTUNES

A fazer a sua estreia absoluta no Nacional de Ralis, o jovem Pedro Antunes levou a seu lado Paulo Leones, navegador natural de Lanheses. A dupla, que utilizou um competitivo Peugeot 208 R2 nos rápidos pisos de terra fafenses, esteve em grande destaque revelando-se uma das equipas sensação do rali.
Para o navegador Paulo Leones, o jovem prodígio natural de Torres Vedras esteve impecável ao longo de todo o fim de semana e o resultado não podia ser melhor: vitória entre os carros de duas rodas motrizes e um fantástico 10º posto absoluto ao fim das doze classificativas do rali. Paulo Leones afirmava no final da prova sem grandes duvidas que “o Pedro Antunes irá chegar muito longe nos ralis! Estamos perante a presença de um futuro campeão.”

PEDRO SÁ CONQUISTA O PÓDIO NO GRUPO N


Pela primeira vez a competir no Nacional de Ralis e também a fazer a sua estreia em pisos de terra com um carro de tracção total, Pedro Sá conseguiu atingir o final do rali averbando o terceiro lugar do Grupo N,  a que corresponde o 14º lugar da geral.
Contudo, para o piloto navegado por Jorge Antunes, este não foi um rali nada fácil. Com os pisos a apresentarem uma elevada dureza e degradação, a mecânica do Mitsubishi Lancer Evo 9 acabaria por sofrer bastante e foi já em ritmo lento que a dupla terminava as derradeiras classificativas.
“O principal objectivo foi conseguido, terminamos o rali e ainda conseguimos igualmente uma boa pontuação para o campeonato. Foi uma prova bastante difícil sobretudo ao nível mecânico, mas acabamos por sair de Fafe satisfeitos com o resultado final”, afirmava Pedro Sá.

EXPECTATIVAS SUPERADAS PARA A RECIROSA COMPETIÇÕES


A alinhar na prova destinada à Taça Nacional de Ralis de Terra, a jovem vianense Patrícia Pereira assumiu as funções de navegador do famalicense Márcio Pereira. A dupla, que alinhou no BMW 325 IX da Recirosa Competições, e com o qual o também vianense Ademar Pereira se sagrou Campeão Nacional de Ralicross em 2016, tinha como único objectivo terminar o rali e desfrutar das belíssimas e históricas classificativas de Fafe, mas como “a sorte protege os audazes”, esta jovem equipa não só conseguiu terminar, como obteve ainda a vitória surpresa no Grupo X3.
“Mais que um rali, esta foi uma enorme aventura para nós, onde cada metro de prova era um desafio à resistência”, conta Patrícia Pereira, realçando “a enorme dureza e degradação dos pisos que os troços apresentavam à nossa passagem. Isso originou a diversos problemas mecânicos no nosso BMW, incluindo um curto circuito, uma fuga no depósito de combustível, um furo e até o para brisas a teimar querer saltar do carro! Por isso terminar este rali após tantos problemas só por si teve sabor a vitória e chegar ao pódio sendo os melhores no Grupo X3 é uma justa recompensa, não só para nós como para toda a nossa equipa”, conclui a jovem navegadora.

MARCO REIS E NUNO CARVALHOSA AZARADOS

A dupla vianense que se apresentou em Fafe com um Skoda Fabia R2 acabaria por ser a mais azarada de todos os Alto Minhotos. A pontuar para o Nacional de Ralis, Reis e Carvalhosa foram progredindo troço a troço sem correr riscos no intuito de conhecer melhor o carro onde se estreavam.
No entanto esta dupla viria também ela a sofrer com a enorme dureza dos troços e já perto do final do rali, a quebra de um braço de direcção deixava a equipa fora do rali. Uma desistência bastante inglória para a dupla de Viana do Castelo já que tanto piloto e navegador, como o Skoda Fabia, estavam a cumprir na perfeição tudo aquilo que era desejado para este rali.
A dupla regressa à competição em Março, agora nos pisos de asfalto do Rali de Castelo Branco.

R:C.


terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

SARDÕES DAS MOITAS APANHAM SOL À PORTA DO "CONDONÍNIO", NAS MOITAS. (Rio Lima, Lanheses)

   


 Estes dois últimos dias de sol a bater nas pedras sobrepostas sem liga que formam o antigo muro de suporte da margem do rio Lima, aqueceram os blocos graníticos propiciando aos habituais "inquilinos" sardões condições de alta qualidade para ativar e elevar a temperatura do corpo. Dissimulados como camaleões pelas silvas e alguma vegetação verde que cobre a parede, os desconfiados e cautelosos animais tentam manter-se na privacidade do habitat, regaladamente expostos aos raios solares nos blocos aquecidos. Surpreendi dois adultos de tamanho razoável e apercebi-me da existência de alguns mais pelo ruído das folhas e agitação dos arbustos na fuga para o esconderijo. 

  A biologia ensina que existem várias espécies de lagartos. Mais felizes uns, outros nem tanto... 

  

Foto: doLethes
Remígio Costa.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

UMA IDEIA PARA UM EVENTO INÉDITO NA NOSSA ALDEIA.


PELOURINHO

                   Pelourinho considerado monumento de interesse público

   

      Hoje em dia multiplicam-se no nosso país as localidades que realizam eventos anuais que reportam à história, tradições e costumes das respetivas comunidades. São exemplos, entre muitos outros que poderia aqui trazer, o “Auto da Floripes”, nas Neves/Vila de Punhe e a Festa da Coca, em Monção, os quais se aproximam da ideia que pretendo propor para Lanheses.  

  
  O tema reportar-se-ia

        
        - à feira quinzenal ao tempo em que D. Maria I concedeu o foral de vila à nossa freguesia (finais do século XIX)

        - à primeira feira autorizada e

        - e ao local onde se realizou pela primeira vez.

                            SINOPSE DO EVENTO

    Seguindo um guião a elaborar por uma/ou grupo de pessoas com formação em História geral, a ação deveria decorrer a partir da Casa d’Almada até ao Largo da Feira, com cenas dialogadas entre os diversos intervenientes. Esbirros, tendeiros e populares, vestidos conforme os costumes da época. No Largo, haveria tendas tradicionais e a reconstituição possível das antigas feiras com animais, produtos de lavoura, louças e cerâmica, utensílios e vendedores diversos, com a maior parte a cargo de atores espontâneos, a par dos feirantes tradicionais. Barracas com petiscos confecionados com produtos privilegiando os locais, jogos e ocupações da época, danças e cantares regionais, concertinas, jogo da vara, cenas de escaramuças, espetáculos com saltimbancos e robertos, venda da banha de cobra, leitura da sina e tudo o mais que das antigas feiras pudesse ser evocado.

         - Duração do evento a estabelecer.

         - Contando com a anuência nunca negada do titular da Casa d'Almada para disponibilizar o espaço indispensável à realização de uma parte importante do evento, deverão envolver-se na consecução da iniciativa

            - A Junta de Freguesia, a liderar

            - A Casa do Povo

            - O Agrupamento Escolar de Arga e Lima

            - O União Desportiva de Lanheses

            - A Associação Humanitária e Cultural

           - Associação de Caçadores

           - A autoridade paroquial

           - A Obra Social e Paroquial Riba Lima

           - Particulares com competência académica ou cultura empírica

           - e, necessariamente, como é obrigação e prática noutras manifestações e eventos, a Câmara Municipal do nosso concelho.



             Aceitam-se outras ideias e (ponderadas) sugestões.



             Voltarei ao assunto quando tiver nova matéria a apresentar.



Remígio Costa/fevereiro2017

 
Fotos: doLethes
Remígio Costa