Tomada
de posse – 20 de outubro de 2017
Exmo.
Sr. Presidente da Assembleia de Freguesia
Exmos.
Membros da Assembleia de Freguesia
Reverendíssimo
Pároco de Lanheses
Exmo.
Sr Presidente da Associação de Caçadores
Exmo.
Sr Presidente da União Desportiva de Lanheses
Caros lanhesenses
Permitam
que comece por agradecer a confiança que os Lanhesenses depositaram, no passado
dia 1 de outubro, na lista que tive a honra de encabeçar.
Chamados
a escolher, os lanhesenses não tiveram dúvidas. Como não pode ter dúvidas quem
olhar para a composição desta Assembleia, agora empossada: os lanhesenses estão
unidos e afirmaram inequivocamente que o projeto político que lhes propusemos é
o que melhor serve a comunidade.
O
meu sentimento é de profunda honra e gratidão por tão expressiva manifestação
de confiança.
Quero,
nesta hora, endereçar um agradecimento muito sentido:
-
ao
meu amigo José Alberto Amorim, Presidente da Assembleia Cessante, que aceitou
há 4 anos voltar à vida política, com a missão de, fazendo uso de toda sua vasta
experiência, aconselhar e orientar sempre fosse necessário e que, além disso,
nos ensinou como a ação política é tão natural com respirar e como essa
perspetiva é perfeitamente compatível com o rigor, o empenho, a abertura, a
frontalidade e a elevação. Muito obrigado, José Alberto!
-
e na
sua pessoa, agradeço também, aos elementos que compuseram a Assembleia de
Freguesia cessante, em especial aos que não integram o novo elenco pelo empenho
e valioso contributo.
Um
agradecimento muito sentido aos meus colegas do executivo cessante:
* à Cristina Rocha que se estreou na
política com uma verdadeira prova de fogo e que soube sempre ser mais valia
para o grupo de trabalho;
* ao Hélio Franco, meu braço
direito. Um homem que dedicou grande parte da vida à comunidade e que merece um
profundo reconhecimento. Um colega e um amigo, sempre presente.
Quero
deixar um agradecimento público aos funcionários da Junta de Freguesia,
inexcedíveis no desempenho das suas funções
e
todos os que de uma forma ou de outra colaboraram ao longo do mandato anterior.
E,
também, a todos os que me apoiaram nas várias fases do processo de candidatura
e aos que aceitaram abraçar comigo este projeto e me auxiliaram na campanha
eleitoral. Muito, muito obrigado a todos.
Uma
nota para a tranquilidade e elevação com que decorreu a campanha eleitoral. Um
agradecimento a todos os que nela participaram e, mais uma vez, aos lanhesenses
que souberam pacientemente escutar até ao momento da eleição.
Por
fim, mas não por último, um agradecimento emocionado para a minha família, pelo
apoio que sempre me deu, pela tolerância com que tem convivido com a minha
ocupação e a privação da minha companhia.
Minhas senhoras e meus senhores
Na
democracia representativa, a eleição para a Assembleia de Freguesia é a forma
mais próxima e genuína de escolher aqueles que queremos que liderem a nossa
comunidade e a governem.
Numa
comunidade com a dimensão da nossa todos se conhecem, todos tem a perfeita
noção das qualidades de cada um. O voto, é pois, uma escolha consciente,
fundamentada e criteriosa.
Mas
se a escolha não deixou dúvidas, também os eleitos não podem ter dúvidas sobre
o significado dessa escolha.
O
mandato que cada um recebeu é uma prova de confiança, que exige o máximo
respeito, que deve ser usado com sentido de missão e de forma responsável, que
nos coloca nas mãos os anseios, as expectativas e a esperança dos lanhesenses
na resolução dos seus problemas e na construção de um futuro melhor para a
comunidade.
Este
foi o mandato que recebi há quatro anos e que agora me propus renovar. Este é o
entendimento dos que comigo trabalham e a perspetiva do programa que levei a
sufrágio.
Aos
que agora chegam à Assembleia de Freguesia uma mensagem muito clara: Lanheses é
uma freguesia politicamente madura, que mantem uma vigilância permanente sobre
a vossa ação. Reconhece os que servem a política e não tem complacência com os
que se servem da política. Por isso, não há lugar para vaidades ou interesses pessoais,
questões vazias ou posições inúteis, falta de empenho, rigor e transparência.
Estão
ao serviço dos lanhesenses e nessa missão desejo e espero de todos compromisso,
trabalho e criatividade. Da minha parte, podem contar com todo o apoio e
colaboração. Tudo farei para criar as melhores condições, de modo a poderem
desempenhar com sucesso as vossas funções, tendo como objetivo único e comum
Lanheses.
A
todos, membros do executivo e da Assembleia de Freguesia, desejo os maiores
sucessos.
Os
Lanhesenses deram-me a grande honra de continuar a presidir ao destino desta
freguesia. Mas também a enorme responsabilidade de poder contribuir, à frente
da Junta de Freguesia, para o desenvolvimento desta terra. Uma terra rica em
tradições e com futuro.
Somos
os filhos de uma longa linhagem de gente trabalhadora, determinada, firme nas
suas convicções, que no passado tomou o destino nas suas mãos e arrebatou uma
Feira para a freguesia, que elevou a aldeia a Vila, que construiu uma Casa do
Povo, que conquistou uma Escola Básica e Secundária e um Centro de Saúde, que
se uniu para ter uma creche, centro de dia e lar de idosos, que descobriu as
embarcações mais antigas do Lima, que apoia as suas associações, que se
manifesta e reivindica quando se sente atingida ou menosprezada.
Nos
últimos anos elevou-se ainda mais a fasquia. Não falo apenas da resolução dos
problemas, da qualidade dos serviços, dos alargamentos e melhoramento de vias, do
ecomuseu, da recuperação de tradições, da criação de infraestruturas vocacionadas
para a cultura, desporto e lazer.
Refiro-me,
acima de tudo, a uma outra forma de pensar e de agir. A uma outra forma de gerir
a causa pública. Com rigor, transparência e responsabilidade. Seguindo na linha
iniciada pelo ex-Presidente Ezequiel Vale, aprofundamos o planeamento,
dedicamos muito tempo à conceção de projetos, à organização e optimização
administrativa, promovemos a coesão da comunidade e integração das instituições
e associações locais, pensamos a freguesia de forma integrada e abrangente.
Estamos
plenamente convictos que é esta a via para a melhoria da qualidade de vida dos
lanhesenses, certos de que a força de uma comunidade mede-se pela visão dos
mais fortes mas sobretudo pelo peso dos mais desfavorecidos. Queremos uma
comunidade solidária. Trabalharemos para todos, mas atuaremos prioritariamente
junto dos que por um motivo ou por outro necessitam mais.
Sem
perder de vista o equilíbrio das áreas sociais, culturais e ambiental, nem a
sustentabilidade financeira, queremos continuar a acentuar a centralidade da
freguesia.
Por
tudo isto, é fácil perceber que o desafio que temos pela frente é muito grande.
Se no mandato
anterior foram os constrangimentos financeiros a pautar as opções e a ação.
Neste mandato, que agora iniciamos, não se adivinham tempos de desafogo
financeiro, aos quais se soma a urgência de proceder a intervenções
absolutamente essenciais para o futuro próximo da comunidade.
Com coragem e
determinação assumimos vários desafios:
- Temos pela
frente a urgente ampliação do cemitério e o muito esperado encerramento do
processo das antigas bombas de combustível do Largo Capitão Gaspar de Castro.
Mas também temos pela frente uma batalha difícil no melhoramento da envolvente
ao Parque Empresarial e o aumento da rede de saneamento;
- Desafiamo-nos
a manter e melhorar os programas de apoio social. Contamos, para isso, com a
preciosa ajuda do CPSRL e da CSIF de Riba Lima;
- Aceitamos o
desafio de implementar medidas que facilitem o acesso a informação sobre
emprego;
- Vamos
continuar a nossa estratégia de alargamento e melhoramento de vias e de
melhoria geral dos nossos espaços públicos e ambiente;
- desafiamo-nos
a promover a participação mais alargada dos lanhesenses nas decisões e atividades
sociais, assim apoiar mais as nossas associações, indispensáveis no
desenvolvimento da comunidade
Sabemos que a
concretização de muitos destes desafios não dependem só de nós, mas acreditamos
na nossa capacidade de captar financiamentos e convencer entidades como a
Câmara Municipal a estabelecer as necessárias parcerias de colaboração.
Desengane-se
quem pensar que as obras se fazem com varinhas mágicas ou os edifícios se
constroem por si só. Todos não seremos demais para edificar a freguesia onde
queremos viver.
Por isso, lanço
um desafio aos lanhesenses: estejam vigilantes e antecipem as necessidades,
sejam cooperantes e sugiram formas exequíveis de resolver os problemas, afirmem
o vosso bairrismo e colaborem ativamente, contrariem a política dos braços
cruzados e da crítica fácil, tão típica de quem reivindica tudo e não dá nada,
e de quem apregoa imobilismos e marasmos mas nunca assume na primeira pessoa as
suas responsabilidades cívicas.
Caros lanhesenses
Presidir
ao destino de uma freguesia é ter o poder de influenciar o futuro, os seus
contornos e o seu conteúdo. Tenho consciência que o mandato político que agora
recebo me confere esse poder.
Após
o meu primeiro mandato assumi que ainda muito está por fazer. Se formos
ambiciosos é assim que tem de ser. Haverá sempre muito por fazer.
Nas
eleições do passado dia 1 de outubro, os lanhesenses renovaram a sua confiança
em mim e nos que aceitaram acompanhar-me. Sinto-mo-nos com energia e otimismo
reforçados e com mais vontade de continuar a trabalhar por Lanheses.
Tal
como há quatro anos, tive o cuidado de constituir uma equipa jovem, representativa
da população de Lanheses e, ainda, quem pudesse estabelecer pontes com o
passado recente, através da sua experiência.
A
responsabilidade de todos é grande e não se exige menos que o nosso total
empenho e determinação. É preciso ter consciência que os cargos que agora
assumimos exigem coragem e determinação na tomada de decisões. Muitas das quais
são difíceis, ou mesmo dolorosas, mas assumimos um compromisso que tem de ser
honrado e isento, por mais que nos custe, em prol da freguesia.
Que
não se esperem medalhas ou louvores. Cumprimos um chamamento cívico. E sendo
fiéis aos nossos princípios e valores, sólidos e partilhados, que devem nortear
a ação, confortar-nos-á, no futuro, podermos sentir o dever cumprido e podermos
manter a cabeça erguida junto dos nossos concidadãos.
Com já tive
oportunidade de afirmar numa sessão solene do Dia da Freguesia, neste mesmo
Auditório:
“Lanheses é muito mais que a soma
das suas partes. É também o seu produto. É a memória coletiva construída entre
o passado e o presente. É a interação entre o património e as tradições. É o
encontro do rio com a montanha. É a incompatibilidade entre o artesanato e a
indústria. É a cultura das pessoas de hoje, esculpida pelas gerações de ontem.
É a identidade comunitária construída pelos valores e a escola.
É a confiança na capacidade de,
unidos, aprender com o passado de modo a enfrentar os desafios e de os vencer,
como sempre fizemos.
Lanheses é tudo isto e mais. Tem
memória, tem carácter, tem orgulho em si. Sabe de onde veio, sabe pelo que
passou e sabe o que quer.
Em Lanheses palpita há muito uma
alma - a alma da gente de Lanheses, por quem vale a pena lutar.”
POR LANHESES, VIVAM OS
LANHESENSES!!
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